OMS amplia a preparação para Ebola a 22 países
OMS aumenta o apoio à preparação para Ebola em 22 países da África, Ásia e Europa
Os factos
- A OMS está a reforçar a preparação para Ebola em 22 países da região do Mediterrâneo Oriental.
- O apoio prioritário é direcionado a Djibouti, Somália e Sudão.
- A OMS enviou missões a esses três países entre julho e setembro para avaliar a preparação.
- A região não tem casos atuais de Ebola, mas enfrenta conflitos e deslocamentos que dificultam a preparação.
- A OMS fornece formação, suprimentos e orientação técnica para melhorar a vigilância, os laboratórios e a resposta.
A OMS anunciou a expansão da preparação para Ebola a 22 países em três continentes em 16 de outubro de 2026. De acordo com a UN News, a agência está a reforçar a preparação num contexto de conflito e deslocamento. A região abrange partes da África, Ásia e Europa. O anúncio veio após surtos recentes na República Democrática do Congo e Uganda.
A região do Mediterrâneo Oriental inclui 22 países e territórios. A OMS identificou Djibouti, Somália e Sudão como países prioritários. Estes países enfrentam emergências humanitárias. A agência da ONU afirmou que conflitos, insegurança e acesso restrito desafiam a preparação.
Entre julho e setembro, a OMS enviou missões a Djibouti, Somália e Sudão. As missões avaliaram a preparação nacional. Identificaram desafios na vigilância, nos laboratórios, na prevenção de infecções, no manejo de casos e na coordenação. A OMS forneceu formação, suprimentos e exercícios de simulação.
A OMS desenvolveu listas de verificação de preparação, ferramentas de planeamento de contingência e orientação técnica. A agência também reforçou a coordenação com países africanos e do Mediterrâneo Oriental. A OMS forneceu kits de laboratório, orientações para viajantes e recursos de engajamento comunitário. Persistem lacunas na deteção precoce, confirmação laboratorial e equipamentos de proteção.
O Diretor‑Geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, descreveu a região como o epicentro da necessidade humanitária global. Ele afirmou que mais de 117 milhões de pessoas no Território Palestiniano Ocupado, Sudão, Síria, Iémen e além requerem assistência. A OMS continua a trabalhar para garantir a deteção e gestão rápidas de casos suspeitos de Ebola.
Contexto
A região do Mediterrâneo Oriental enfrenta conflitos, deslocamentos e sistemas de saúde sobrecarregados. Recentes surtos de Ebola na República Democrática do Congo e Uganda, e um caso no Quénia ligado à RDC, levaram a OMS a expandir a preparação. A agência pretende melhorar a vigilância e a capacidade de resposta em 22 países.
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