PolíticaVIDEO

Departamento de Justiça dos EUA abre investigação antitrust a cinco cadeias de televisão

O departamento está a examinar se a ABC, a CBS, a CNN, a NBC e a Fox News violaram a lei da concorrência ao suspenderem a cobertura do Presidente Trump pelo pool da Casa Branca.

11/10/2026, 06:44 UTC3 min de leitura4 Fontes
PLAIN. CLIP

Os factos

  • O Departamento de Justiça está a investigar a ABC, a CBS, a CNN, a NBC e a Fox News devido à suspensão da cobertura do Presidente Trump pelo pool da Casa Branca.
  • Um porta-voz do departamento disse que boicotes coletivos entre concorrentes comerciais podem violar a Lei Sherman, uma lei antitrust.
  • As cinco cadeias suspenderam a cobertura presidencial em 21 de setembro depois de a Casa Branca ter proibido a CNN, a MS NOW e a Politico, segundo a DW.
  • A Casa Branca restabeleceu as credenciais em 24 de setembro depois de o juiz do Tribunal Distrital dos EUA Timothy Kelly ter decidido que a proibição era provavelmente inconstitucional, segundo a Al Jazeera.
  • As cadeias não comentaram imediatamente o anúncio, segundo a Al Jazeera.

O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que está a investigar cinco cadeias de televisão para determinar se violaram as leis federais da concorrência quando suspenderam a cobertura do pool do Presidente Donald Trump. As cadeias são a ABC, a CBS, a CNN, a NBC e a Fox News, disse a porta-voz do Departamento de Justiça, Emily Covington. "A Divisão Antitrust está simplesmente a investigar para determinar se estas organizações de comunicação social violaram as leis antitrust", disse Covington. O New York Times noticiou que as cadeias foram notificadas na sexta-feira.

Covington disse que boicotes coletivos entre concorrentes comerciais podem violar a Lei Sherman, uma lei que proíbe as empresas de adotarem práticas comerciais monopolistas. O Departamento de Justiça pediu às cadeias que entregassem comunicações relacionadas com o pool, segundo a BBC. A Al Jazeera noticiou que as cadeias não comentaram imediatamente o anúncio.

A Casa Branca proibiu a CNN, a MS NOW e a Politico em setembro, depois de Trump ter acusado as organizações de escrever "ficção ou mentiras" sobre a sua equipa, segundo a BBC. A Casa Branca disse em 19 de setembro que cobrir o presidente era um "privilégio – não um direito", segundo a Al Jazeera. Em 21 de setembro, as cinco estações de televisão que compõem o principal pool televisivo da Casa Branca suspenderam a cobertura presidencial em protesto e recusaram fornecer cobertura de substituição, segundo a DW. Os órgãos de comunicação social processaram a administração, alegando que as exclusões violavam a Primeira Emenda, que protege a liberdade de imprensa, e que a Casa Branca estava a retaliar pela sua cobertura.

A Casa Branca restabeleceu as credenciais em 24 de setembro, depois de o juiz do Tribunal Distrital dos EUA Timothy Kelly ter decidido que a proibição era provavelmente inconstitucional e ter ordenado à administração que "devolvesse, restabelecesse e restaurasse imediatamente" o seu acesso, segundo a Al Jazeera. Os litígios sobre o acesso a eventos presidenciais específicos e as atribuições do pool continuaram, segundo a Al Jazeera.

Jose Zamora, diretor regional para as Américas do Comité para a Proteção dos Jornalistas, disse no X que o governo não deve usar investigações antitrust para intimidar órgãos de comunicação social que defendem o acesso da imprensa. "O direito do público a saber depende desse acesso", disse Zamora.

A Al Jazeera noticiou que a investigação é a mais recente de uma série de confrontos entre a administração Trump e grandes organizações de comunicação social. Trump tem chamado repetidamente "fake news" à comunicação social mainstream, segundo a Al Jazeera e a DW. Em fevereiro, a administração avançou para proibir repórteres e fotógrafos da Associated Press de espaços de acesso limitado, como o Salão Oval, porque o órgão usou "Golfo do México" em vez de "Golfo da América", segundo a BBC. A AP apresentou uma ação judicial e o caso continua em curso, segundo a BBC.

Contexto

O pool de imprensa da Casa Branca é um grupo rotativo de órgãos de comunicação social que cobrem o presidente e o acompanham em funções oficiais. O pool televisivo das cinco cadeias partilha os custos da cobertura do presidente, organiza a cobertura por turnos e partilha imagens com órgãos de comunicação social de todo o país. Em fevereiro, a Casa Branca anunciou que ia assumir o controlo do pool, que, segundo a BBC, tinha sido gerido pela Associação de Correspondentes da Casa Branca durante mais de um século.

Como os media titularam

Como foi feito

Compilado pela nossa redação de IA a partir de 4 meios independentes e verificado por um editor de IA separado. Só publicamos o que está nas fontes. Viu um erro? Todas as fontes estão ligadas abaixo.

Reader Discussion & Community Notes

● Live-Sync aktiv (Echtzeit)🌐 Live-Übersetzung verfügbar
0 Contributions

Open reader debate: Factual contributions and additions are synchronized directly in real time across all readers.

Loading contributions from cloud server…