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Reino Unido, Alemanha e Polónia apoiam Zelensky depois de Trump apelar a novo líder

O Reino Unido, a Alemanha e a Polónia reafirmaram o apoio a Volodymyr Zelensky depois de Donald Trump ter dito que a Ucrânia precisava de um novo presidente; Zelensky propôs eleições sob um cessar-fogo completo de 60 dias.

12/10/2026, 07:28 UTC4 min de leitura2 Fontes
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Os factos

  • O Reino Unido, a Alemanha e a Polónia reafirmaram o apoio a Volodymyr Zelensky depois de Donald Trump ter dito que a Ucrânia precisava de um novo presidente, noticiou o Politico Europe.
  • Zelensky disse que a Ucrânia organizaria eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo completo de 60 dias, noticiou o Die Welt.
  • Trump anunciou um "cessar-fogo energético" imediato entre a Rússia e a Ucrânia no Truth Social, a 11 de outubro.
  • Zelensky disse que a Ucrânia apoia o passo, mas aguarda detalhes do lado dos EUA; inicialmente não estava disponível qualquer declaração do governo russo, noticiou o Die Welt.
  • As autoridades locais disseram que três pessoas morreram e 20 ficaram feridas em Kharkiv, a 11 de outubro, noticiou o Die Welt.

O Reino Unido, a Alemanha e a Polónia reafirmaram o seu apoio ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que o país precisava de um novo líder, noticiou o Politico Europe. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, escreveu no X que estava "absolutamente convencido" de que ninguém poderia quebrar a Ucrânia e o seu presidente na sua "luta contra a agressão russa". O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, reafirmou o apoio da Alemanha a Zelensky a 11 de outubro e apelou a uma maior pressão sobre Moscovo para regressar às conversações de paz, disse à Reuters.

Trump disse aos jornalistas na Casa Branca: "Penso que é altura de a Ucrânia ter um novo presidente", ao criticar os ataques ucranianos a instalações petrolíferas russas, segundo o Politico. O Die Welt noticiou que Trump também acusou Zelensky de ter perdido oportunidades de chegar a um acordo com a Rússia. O Politico noticiou que a troca de declarações ocorreu após a decisão de Washington de aliviar as sanções ao gasóleo à Rússia.

Zelensky disse estar aberto a novas eleições na Ucrânia sob a condição de um cessar-fogo completo de 60 dias com a Rússia. "Por favor, digam a Putin que ele nos deve dar dois meses, 60 dias de cessar-fogo completo, 60 dias, e organizaremos eleições", disse Zelensky, dirigindo-se a Trump, segundo o Die Welt. Disse que a decisão sobre a liderança da Ucrânia cabe, em última análise, apenas aos ucranianos.

Trump anunciou no Truth Social, a 11 de outubro: "A partir de agora há um 'cessar-fogo energético' na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambos os lados concordaram. Não o quebrem!" O Die Welt noticiou que Zelensky disse que não tinha conhecimento prévio do anúncio, mas que a Ucrânia apoia o passo e aguarda detalhes do lado dos EUA; Zelensky disse também que discutiu o assunto com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e o presidente finlandês, Alexander Stubb. Zelensky disse que a Ucrânia estava pronta para parar os ataques a instalações energéticas russas se a Rússia deixasse de atacar infraestruturas ucranianas, noticiou o Die Welt. O Die Welt noticiou que inicialmente não estava disponível qualquer declaração do governo russo.

No seu discurso em vídeo à noite, Zelensky disse que as forças russas continuaram os seus ataques aéreos, incluindo um ataque a uma central de cogeração em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, segundo o Die Welt. Disse que tinha havido mais de 200 ataques à capacidade de geração ucraniana e 17 a instalações de petróleo e gás nos últimos sete dias. As autoridades locais disseram que três pessoas morreram e 20 ficaram feridas em Kharkiv devido a ataques russos a 11 de outubro, noticiou o Die Welt.

O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, disse à BBC a 11 de outubro: "Estamos com a Ucrânia. Estamos com o presidente Zelensky", acrescentando que só os ucranianos devem decidir quem lidera o seu país. Streeting disse que o presidente russo, Vladimir Putin, começou a guerra e a pode terminar, e que a prioridade da Grã-Bretanha seria procurar a reconciliação entre Kyiv e Washington, segundo o Politico. Downing Street disse que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, falou com Zelensky a 10 de outubro e reiterou a "solidariedade total" da Grã-Bretanha; Burnham reconheceu que "as últimas 24 horas tinham sido difíceis para a Ucrânia" e prometeu reforçar as sanções, segundo o comunicado, noticiou o Politico.

Contexto

As eleições estão atualmente proibidas na Ucrânia ao abrigo da lei marcial, ou seja, governo militar, por razões de segurança, noticiou o Die Welt. O Die Welt noticiou também que a investida de Trump surge após dias de pressão dos EUA sobre Kyiv para parar os ataques a refinarias de petróleo russas, que Trump responsabiliza pelo aumento dos preços do gasóleo, que poderiam prejudicar o seu Partido Republicano antes das eleições intercalares dos EUA no próximo mês.

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