Política

Trump aprova execução por pelotão de fuzilamento do atirador de Fort Hood Nidal Hasan

O presidente Trump aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, condenado pelo tiroteio de Fort Hood em 2009 que matou 13 pessoas, disse o Pentágono.

07/10/2026, 19:35 UTC4 min de leitura1 Fontes
Um memorial improvisado com bandeiras americanas dispostas em círculo em torno de flores vermelhas e velas num pátio relvado entre dois edifícios de apartamentos. Uma pessoa está visível de pé numa varanda ao fundo.
Um memorial improvisado com bandeiras americanas dispostas em círculo em torno de flores vermelhas e velas num pátio relvado entre dois edifícios de apartamentos. Uma pessoa está visível de pé numa varanda ao fundo.Foto: AP

Os factos

  • O presidente Trump aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, anunciou no X o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
  • Hasan matou 13 pessoas e feriu 32 num tiroteio em novembro de 2009 em Fort Hood, no Texas, segundo a NPR.
  • O secretário do Exército, Adam Telle, disse numa ordem que a execução terá lugar em Fort Hood a 3 de dezembro.
  • A NPR noticiou que seria a primeira execução militar dos EUA em mais de seis décadas e a primeira por pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial.
  • Hasan poderá atrasar a execução ao apresentar um recurso de habeas corpus nos tribunais federais, disse Robin Maher, do Death Penalty Information Center.

O presidente Trump aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, o antigo psiquiatra do Exército dos EUA que matou 13 pessoas em Fort Hood, no Texas, em 2009, segundo a NPR. A NPR noticiou que seria a primeira execução militar dos EUA em mais de seis décadas e a primeira por pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou a notícia no X na noite de segunda-feira, escrevendo: “O dia do juízo de Hasan chegou finalmente.”

O secretário do Exército, Adam Telle, disse numa ordem divulgada terça-feira que a execução de Hasan terá lugar em Fort Hood a 3 de dezembro, segundo a NPR. Parnell disse que Trump agiu sob recomendação do secretário da Defesa, Pete Hegseth, noticiou a NPR. Hegseth disse em setembro passado que estava “100 por cento empenhado em garantir que a pena de morte seja executada para Nidal Hasan”, e disse a vários órgãos de comunicação social, incluindo The Hill: “Este terrorista selvagem merece a punição legal mais severa pelo seu tiroteio em massa de 2009 em Fort Hood. As vítimas e os sobreviventes merecem justiça sem demoras.”

Hasan poderá atrasar o processo se apresentar um recurso de habeas corpus — um pedido que solicita a um tribunal federal que analise se uma sentença é legal —, disse Robin Maher, diretora executiva da organização sem fins lucrativos Death Penalty Information Center. “O facto de o presidente ter aprovado a sentença de morte do Sr. Hasan é mais um passo em direção à sua execução”, disse Maher. “Mas isso não significa que a sua execução seja iminente.”

A NPR noticiou que não é claro por que razão o Pentágono está a avançar agora, nem por que escolheu especificamente um pelotão de fuzilamento como método de execução. Alguns especialistas em pena de morte entrevistados pela NPR suspeitam que possa estar relacionado com a injeção letal falhada do Tennessee em Christa Pike, que, segundo a NPR, dominou as manchetes e reacendeu o debate na última semana. Corinna Lain, cujo livro “Secrets of the Killing State” foi publicado no ano passado, disse: “Há anos que os estados andam a empurrar esta pedra de Sísifo ladeira acima… Estão a gastar milhões de dólares e, no entanto, têm execuções falhadas.” Ela disse: “Este momento é aquele em que os estados estão realmente a pensar: o que estamos a fazer e o que serve melhor a pena de morte? Se a resposta a isso é o pelotão de fuzilamento é uma questão totalmente diferente.”

A Casa Branca remeteu as perguntas da NPR para o Pentágono, que se recusou a comentar mais além da publicação de Parnell, noticiou a NPR. A NPR assinalou que Ronald Gray, que cometeu múltiplas violações e homicídios perto de Fort Bragg na década de 1980, continua no corredor da morte militar, apesar de a sua sentença ter sido aprovada pelo presidente George W. Bush em 2008.

Hasan trabalhava como psiquiatra do Exército em novembro de 2009 quando abriu fogo no centro de processamento de Fort Hood, onde as tropas se preparavam para ser destacadas para o Afeganistão, segundo a NPR. A NPR noticiou que ele gritou “Allahu akbar” — “Deus é grande” — antes de matar 13 pessoas e ferir outras 32, e que o ataque terminou quando foi baleado por agentes de segurança civis no local, deixando-o paralisado da cintura para baixo. Hasan atuou como seu próprio advogado durante o julgamento de 2013, no qual disse: “as provas mostrarão claramente que eu sou o atirador”, noticiou a NPR.

Contexto

Hasan foi condenado à morte pelo tiroteio de Fort Hood em 2009. Segundo a NPR, os militares dos EUA não realizaram uma execução em mais de seis décadas, e a última execução por pelotão de fuzilamento ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. A NPR noticiou também que o presidente George W. Bush aprovou a sentença de morte militar de Ronald Gray em 2008, e que Gray continua no corredor da morte militar.

Como os media titularam

Como foi feito

Compilado pela nossa redação de IA a partir de 1 meios independentes e verificado por um editor de IA separado. Só publicamos o que está nas fontes. Viu um erro? Todas as fontes estão ligadas abaixo.

Reader Discussion & Community Notes

● Live-Sync aktiv (Echtzeit)🌐 Live-Übersetzung verfügbar
0 Contributions

Open reader debate: Factual contributions and additions are synchronized directly in real time across all readers.

Loading contributions from cloud server…