Saúde

Estudo identifica o recetor P2X7 como alvo farmacológico para a inflamação cerebral

O bloqueio do recetor P2X7 reduziu a inflamação em tecido cerebral humano, relataram investigadores da Universidade de Birmingham na revista Brain.

07/10/2026, 14:01 UTC2 min de leitura1 Fontes

Os factos

  • Um estudo publicado na revista Brain identificou o recetor P2X7 como um impulsionador da neuroinflamação, segundo a ScienceDaily.
  • O estudo foi liderado pelo professor Nicholas Barnes, da Universidade de Birmingham.
  • O bloqueio do recetor com um antagonista reduziu significativamente a inflamação em tecido cerebral humano, afirmou o relatório.
  • O recetor já pode ser bloqueado com fármacos existentes, segundo a ScienceDaily.
  • O relatório afirmou que os resultados poderão vir a ter implicações para a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, a lesão cerebral traumática, a depressão e a psicose.

Investigadores da Universidade de Birmingham identificaram o recetor P2X7 como um importante impulsionador da neuroinflamação, a inflamação do tecido cerebral, segundo um estudo publicado na revista Brain. O estudo foi liderado pelo professor Nicholas Barnes, da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da universidade, noticiou a ScienceDaily a 7 de outubro.

A equipa utilizou culturas vivas de células cerebrais humanas e cortes de tecido cerebral colhidos durante neurocirurgia. Segundo o relatório, os recetores P2X7 promovem a libertação de citocinas, proteínas que ajudam a regular as respostas inflamatórias. Quando os investigadores bloquearam o recetor com um antagonista específico, um fármaco que bloqueia um recetor, a resposta inflamatória no tecido cerebral humano diminuiu significativamente, afirmou o relatório.

Uma parte importante do trabalho envolveu a microglia, células imunitárias que ajudam a coordenar a resposta do cérebro a lesões e inflamação. Os investigadores desenvolveram um método para converter monócitos periféricos humanos, um tipo de glóbulo branco colhido de amostras de sangue, em células semelhantes à microglia. Segundo o relatório, este processo espelha uma transformação celular que foi identificada como ocorrendo naturalmente no cérebro durante o envelhecimento humano. Quando os investigadores aplicaram o antagonista, interferiram com sinais libertados pelas células semelhantes à microglia à medida que as células ficavam danificadas e morriam, afirmou o relatório.

Barnes afirmou que estudar a microglia humana tem sido há muito um grande desafio porque as células perdem rapidamente as suas características definidoras quando são removidas do seu ambiente cerebral nativo. Descreveu a microglia derivada de monócitos como uma plataforma escalável para estudar a biologia da microglia humana. Barnes afirmou que a identificação do recetor marca um passo importante para reutilizar terapêuticas existentes para combater a neuroinflamação na sua origem.

Após os resultados laboratoriais, os investigadores testaram se os resultados podiam ser reproduzidos em tecido cerebral humano obtido através de procedimentos neurocirúrgicos, e o relatório afirmou que os resultados bem-sucedidos reforçam os argumentos a favor de mais investigação. Segundo a ScienceDaily, o trabalho poderá vir a conduzir a ensaios clínicos em pessoas com doenças neurodegenerativas ou lesão cerebral traumática. O relatório afirmou que os resultados poderão vir a ter implicações para a lesão cerebral traumática, a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, a depressão e a psicose.

Contexto

Acredita-se que a neuroinflamação desempenha um papel numa série de condições neurológicas e psiquiátricas, segundo o relatório. O recetor P2X7 já pode ser bloqueado com fármacos existentes, segundo a ScienceDaily.

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