Investigadores da SDSU estudam redes de sementes de pradaria nativa nas Grandes Planícies do Norte
Investigadores da Universidade Estadual de Dakota do Sul entrevistaram 60 pessoas nas Grandes Planícies do Norte e encontraram distintos sistemas de sementes nativas, comerciais e tribais, a operar na mesma região.
Os factos
- Investigadores da Iniciativa de Plantas Nativas da Universidade Estadual de Dakota do Sul realizaram 60 entrevistas detalhadas com pessoas envolvidas em diferentes facetas da rede de sementes nativas, segundo o Phys.org.
- A equipa encontrou sistemas de sementes distintos a operar na mesma região, com pessoas, relações e objetivos diferentes, disse a professora auxiliar Jennifer Zavaleta Cheek.
- Duas das distintas redes de sementes eram a comercial e a tribal, informou o Phys.org; os participantes tribais também usam sementes para alimentação e medicina.
- Um artigo sobre a investigação foi publicado na revista People and Nature, informou o Phys.org a 7 de outubro de 2026.
- O trabalho foi orientado pela Estratégia de Sementes Nativas desenvolvida pela Parceria de Sementes Nativas das Grandes Planícies do Norte, segundo o relatório.
Investigadores da Iniciativa de Plantas Nativas da Universidade Estadual de Dakota do Sul estudaram como funciona o sistema de sementes nativas nas Grandes Planícies do Norte, segundo um relatório do Phys.org publicado a 7 de outubro de 2026. O relatório afirmou que as sementes nativas são uma parte fundamental da restauração da pradaria, que pode melhorar a saúde do solo e a qualidade da água e proporcionar habitat para a vida selvagem e os polinizadores. Ter sementes suficientes e adequadas exige uma rede de pessoas que as recolhem, cultivam e vendem, afirmou o relatório.
A equipa realizou 60 entrevistas detalhadas com pessoas envolvidas em diferentes facetas da rede, informou o Phys.org. Elena Friedman, primeira autora e diplomada por um programa de mestrado em agosto de 2026, e Lora Perkins, diretora da Iniciativa de Plantas Nativas, estiveram entre as pessoas envolvidas na recolha de informações. O Phys.org informou que as entrevistas revelaram que o sistema era mais complexo do que os investigadores pensavam inicialmente.
«Uma das conclusões mais importantes, e surpreendentes, foi que não existe apenas um sistema de sementes nativas por região», disse Jennifer Zavaleta Cheek, professora auxiliar no Departamento de Gestão de Recursos Naturais da SDSU. «Entrámos na investigação a pensar que havia um sistema único, mas, em vez disso, encontrámos sistemas de sementes distintos a operar na mesma região, com pessoas, relações e objetivos diferentes.»
Duas das distintas redes de sementes eram a comercial e a tribal, segundo o relatório. Os participantes na rede comercial concentravam-se em recolher, produzir, vender e usar sementes para restauração. Os participantes no sistema tribal adotavam frequentemente uma abordagem mais comunitária, usando também sementes para alimentação e medicina, e consideravam a importância das sementes nativas para promover a reciprocidade e a soberania, informou o Phys.org.
Zavaleta Cheek disse que a equipa utilizou ciências sociais e pensamento sobre resiliência e sistemas para compreender as pessoas e as relações que tornam possível a restauração. Disse que isso lhes permitiu analisar a infraestrutura e a produção de sementes, bem como a forma como a cultura, os valores, o conhecimento, as relações, as instituições e a economia moldam a resiliência do sistema. Um artigo sobre a investigação foi publicado na People and Nature, segundo o Phys.org.
O trabalho foi orientado desde o início pela Estratégia de Sementes Nativas desenvolvida pela Parceria de Sementes Nativas das Grandes Planícies do Norte, informou o Phys.org. O plano identificou a necessidade de compreender melhor as pessoas e as dimensões sociais do sistema de sementes nativas para reforçar a colaboração, os esforços de restauração e a resiliência a longo prazo. O Phys.org informou que investigações anteriores, sem uma compreensão profunda dos objetivos, práticas e ligações de cada grupo às sementes nativas, podem ter concluído que integrar os dois sistemas beneficiaria ambos ao aumentar a produção.
Contexto
Em grande parte da região central dos Estados Unidos, estão em curso esforços para restaurar pradaria nativa, segundo o Phys.org. Devolver plantas nativas à paisagem pode melhorar a saúde do solo e a qualidade da água e proporcionar habitat para a vida selvagem e os polinizadores. As sementes nativas são uma parte fundamental desse trabalho de restauração.
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