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Arábia Saudita diz que ataques houthis a aeroportos mataram três cidadãos estrangeiros

A autoridade de aviação civil da Arábia Saudita diz que ataques aos aeroportos de Abha e de Riade mataram três civis e feriram 36, enquanto a Turquia e o Paquistão concordam em implementar imediatamente um pacto de defesa.

07/10/2026, 20:32 UTC5 min de leitura2 Fontes
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Os factos

  • A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita afirmou que ataques aos aeroportos de Abha e Internacional Rei Khalid, na terça-feira e na quarta-feira, mataram três civis e feriram 36.
  • A Turquia e o Paquistão concordaram, numa reunião em Riade na segunda-feira, em implementar imediatamente os compromissos de defesa coletiva do pacto de defesa da Meca, segundo um comunicado conjunto noticiado pela DW.
  • O tenente-general paquistanês reformado Nauman Mahmood foi nomeado primeiro secretário-geral da aliança para um mandato de três anos.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou que não havia apenas opções militares em cima da mesa e que também foi discutida uma resolução pacífica através do diálogo.
  • A DW noticiou que o pacto não foi aprovado pela Grande Assembleia Nacional da Turquia, que, ao abrigo da constituição, deve geralmente aprovar acordos internacionais.

Três civis foram mortos e 36 ficaram feridos em ataques aos aeroportos de Abha e Internacional Rei Khalid na terça-feira e na quarta-feira, segundo um comunicado da Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita citado pela Al Jazeera. A autoridade afirmou que o ataque a Abha matou duas residentes, uma marroquina e uma argelina, e feriu outras 28 pessoas. Afirmou que o ataque ao aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, matou um cidadão sudanês e feriu oito residentes, incluindo cinco cidadãos sauditas. A autoridade disse que está a trabalhar "em plena integração e coordenação contínua com as autoridades de segurança relevantes" para avaliar os danos e tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos passageiros e dos trabalhadores.

A DW noticiou que a Arábia Saudita intercetou outro míssil balístico a norte de Riade na quarta-feira. No início desta semana, forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita lançaram uma ofensiva de grande escala para reconquistar território ao longo da costa do Mar Vermelho, em torno do estreito de Bab el-Mandeb e da cidade de Moca, e a Arábia Saudita lançou ataques aéreos para a apoiar, noticiou a DW. A Al Jazeera noticiou que, em 18 de setembro, forças da coligação liderada pela Arábia Saudita afirmaram ter intercetado e destruído um alegado míssil balístico houthi disparado do Iémen em direção ao aeroporto de Riade. Noticiou também que, em 19 de setembro, uma explosão foi ouvida perto do aeroporto e fumo negro elevou-se de uma área de armazenamento de combustível no aeroporto internacional Rei Khalid.

A Turquia e o Paquistão decidiram implementar imediatamente, em termos práticos, os compromissos de defesa coletiva do pacto de defesa da Meca, segundo um comunicado conjunto noticiado pela DW. A decisão seguiu-se a uma reunião de emergência em Riade, na segunda-feira, entre os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros dos três países e chefes militares de alto nível. A DW noticiou que isto significa fornecer forças e capacidades militares e garantir o seu rápido desdobramento na Arábia Saudita. Noticiou também a nomeação do tenente-general paquistanês reformado Nauman Mahmood como primeiro secretário-geral da aliança, para um mandato de três anos.

A DW noticiou que o pacto foi assinado pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, em 7 de agosto de 2026, e estabelece que um ataque armado contra um dos três Estados deve ser considerado um ataque contra todos eles. Noticiou que nem o Paquistão nem a Turquia se juntaram às operações de combate da Arábia Saudita desde então, argumentando que as estruturas de comando e operacionais ainda estavam a ser desenvolvidas. Burcu Ozcelik, investigadora sénior para a segurança do Médio Oriente no Royal United Services Institute, com sede em Londres, disse à DW que Ancara e Islamabad "procurarão, sem dúvida, reforçar a posição do reino saudita face à ameaça houthi". Afirmou que o significado operacional da ativação do pacto, incluindo as capacidades específicas destacadas e o âmbito das suas missões, não foi tornado público, considerando isto "não invulgar para uma operação militar deste tipo, em meio a inúmeras sensibilidades".

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou após a reunião que não havia apenas opções militares em cima da mesa. "Discutimos também o que poderia ser feito para resolver o problema de forma pacífica e através do diálogo", disse, segundo a DW. A DW noticiou que partidos da oposição na Turquia criticaram o pacto e que, ao abrigo da constituição turca, os acordos internacionais exigem geralmente a aprovação da Grande Assembleia Nacional, que ainda não foi concedida. Namik Tan, deputado em Istambul pelo social-democrata Yeni Parti e antigo embaixador turco em Israel e nos Estados Unidos, afirmou num comunicado: "Como pode o chamado acordo da Meca sobre defesa conjunta ser válido e implementado sem ter sido submetido à aprovação do parlamento turco?"

A DW noticiou que o âmbito de um potencial desdobramento militar turco continua por esclarecer e que, enquanto membro da NATO, qualquer envolvimento militar turco poderá ter implicações mais amplas para toda a aliança. Segundo o ranking de poder militar Global Firepower de 2026 citado pela DW, os três países têm cerca de 1,4 milhões de efetivos ativos, cerca de 3.400 aeronaves militares, 6.000 tanques e mais de 340 meios navais. A Al Jazeera noticiou que a embaixada dos Estados Unidos em Riade emitiu outro alerta de segurança para os americanos na Arábia Saudita, recordando aos cidadãos norte-americanos que "exerçam uma vigilância reforçada".

Contexto

O pacto de defesa da Meca, assinado em 7 de agosto de 2026, compromete a Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão a tratar um ataque armado contra um deles como um ataque contra os três, noticiou a DW. A Al Jazeera noticiou que forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita estão num combate em escalada com forças houthis alinhadas com o Irão, que tomaram território de ambos os lados do estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar da Arábia e o Mar Vermelho.

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