Ciência

Robert Hall e Michael Woodford vencem o Prémio Nobel da Economia de 2026

A Academia Real Sueca das Ciências afirmou que os dois americanos venceram pelo trabalho sobre os fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica; o prémio vale 12 milhões de coroas suecas.

12/10/2026, 23:27 UTC3 min de leitura2 Fontes
Conferência de imprensa na Academia Real Sueca das Ciências para anunciar o Prémio Nobel de Ciências Económicas de 2026. Um grande ecrã mostra os retratos dos laureados Robert E. Hall (Universidade de Stanford) e Michael Woodford (Universidade de Columbia), com a citação "pelos fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica". Sentados à mesa estão os membros do Comité Nobel John Hassler, Ellen Moons e Timo Boppart.
Conferência de imprensa na Academia Real Sueca das Ciências para anunciar o Prémio Nobel de Ciências Económicas de 2026. Um grande ecrã mostra os retratos dos laureados Robert E. Hall (Universidade de Stanford) e Michael Woodford (Universidade de Columbia), com a citação "pelos fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica". Sentados à mesa estão os membros do Comité Nobel John Hassler, Ellen Moons e Timo Boppart.Foto: Reuters

Os factos

  • Os americanos Robert E. Hall e Michael Woodford venceram o Prémio Nobel da Economia de 2026, anunciou a Academia Real Sueca das Ciências na segunda-feira, 12 de outubro.
  • A academia distinguiu os dois pelos "fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica".
  • O prémio vale 12 milhões de coroas suecas (1,2 milhões de dólares) e é o último prémio a ser atribuído este ano.
  • O presidente do comité, John Hassler, afirmou que o trabalho dos dois proporcionou uma base teórica estável aos modelos usados por bancos centrais e governos de todo o mundo.
  • O prémio de economia foi atribuído pela primeira vez em 1969 e foi criado pelo banco central da Suécia, e não no testamento de Alfred Nobel de 1895.

Os americanos Robert E. Hall e Michael Woodford venceram o Prémio Nobel da Economia de 2026, anunciou a Academia Real Sueca das Ciências na segunda-feira, 12 de outubro. A academia afirmou que o galardão foi atribuído "pelos fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica". Os vencedores foram anunciados na Academia Real Sueca das Ciências, em Estocolmo.

O galardão é formalmente conhecido como Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, segundo o The Japan Times. Vale 12 milhões de coroas suecas (1,2 milhões de dólares) e é o último prémio a ser atribuído este ano.

John Hassler, presidente do Comité do Prémio de Ciências Económicas, afirmou num comunicado que "o trabalho dos laureados proporcionou-nos uma base teórica estável para os modelos que são agora usados por bancos centrais e governos de todo o mundo". Hassler afirmou também: "Com eles, estamos mais bem equipados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou alterações súbitas na quantidade que as famílias consomem."

O The Japan Times noticiou que os dois laureados desenvolveram novos modelos macroeconómicos que melhoraram a capacidade de implementar uma política de estabilização eficaz. Referiu que estes permitem medidas de política orçamental e monetária oportunas, capazes de reduzir a intensidade de oscilações prejudiciais na economia. O Le Monde descreveu o prémio como atribuído a dois economistas que "reconstruíram o quadro analítico macroeconómico". Noticiou que, ao estudar como são tomadas as decisões de consumo e como os preços são fixados em termos concretos, os dois aperfeiçoaram a compreensão da economia e deram aos decisores públicos novas ferramentas.

O prémio de economia foi atribuído pela primeira vez em 1969, segundo o The Japan Times. Não é um dos cinco prémios originais criados no testamento de Alfred Nobel de 1895; foi instituído pelo banco central da Suécia. A maioria dos laureados anteriores era dos Estados Unidos, e apenas três mulheres o venceram até hoje, mais recentemente Claudia Goldin, em 2023, pelo trabalho sobre a forma como o género afetou a remuneração e o emprego ao longo do tempo nos Estados Unidos.

Os vencedores do ano passado foram Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, pelo trabalho sobre a "destruição criativa" e sobre a forma como as novas tecnologias e métodos de produção podem impulsionar o crescimento e os níveis de vida. Os prémios Nobel de medicina, física, química, literatura e paz foram anunciados na semana anterior. Uma análise do Institute for Scientific Information, parte da Clarivate, tinha selecionado investigadores que trabalham em política monetária, economia das tecnologias de informação e teoria económica evolucionista como possíveis galardoados.

Contexto

O prémio de economia é o último dos anúncios do Nobel deste ano. Ao contrário dos outros prémios, foi criado pelo banco central da Suécia e não no testamento de Alfred Nobel de 1895, tendo sido atribuído pela primeira vez em 1969. O seu nome oficial é Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel.

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