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Pentágono diz que execução de Hasan será pública, a primeira por pelotão de fuzilamento desde 1945

O Pentágono disse que o presidente Donald Trump aprovou a execução de Nidal Hasan por pelotão de fuzilamento; um responsável do Departamento de Defesa afirmou que está prevista para 3 de dezembro em Fort Hood e será transmitida online.

09/10/2026, 13:40 UTC3 min de leitura2 Fontes

Os factos

  • O Pentágono disse que Trump aprovou a execução de Nidal Hasan pelo tiroteio de Fort Hood em 2009, que matou 13 pessoas, 12 delas soldados.
  • Um alto responsável do Departamento de Defesa afirmou que a execução está prevista para 3 de dezembro em Fort Hood, no Texas, e será transmitida online.
  • Seria a primeira execução por pelotão de fuzilamento nas Forças Armadas dos EUA desde 1945 e a primeira execução militar dos EUA desde 1961, noticiou o El País.
  • O secretário da Defesa, Pete Hegseth, disse que planeava tornar a execução pública.
  • Um júri militar condenou Hasan à morte em agosto de 2013 por 45 acusações de homicídio e tentativa de homicídio; 32 pessoas ficaram feridas.

O Pentágono disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou a execução de Nidal Hasan pelo tiroteio mortal de 13 pessoas em 2009, 12 das quais eram soldados em Fort Hood, segundo o Le Monde. O El País noticiou que o Pentágono disse na segunda-feira que Trump deu luz verde por recomendação do secretário da Defesa, Pete Hegseth. A lei militar dos EUA exige a aprovação do presidente para uma execução por pelotão de fuzilamento, segundo o El País. Um alto responsável do Departamento de Defesa afirmou que o Pentágono planeia transmitir a execução online a 3 de dezembro, noticiou o El País.

Hegseth disse ao programa Human Events Daily da Real America's Voice, na quinta-feira, que planeava tornar pública a execução de Hasan, embora não tenha especificado como, noticiou o El País. Afirmou que executar Hasan numa quinta-feira, por volta da 13h00, hora local, em Fort Hood, no mesmo local e aproximadamente à mesma hora do tiroteio de 2009, era "a coisa certa a fazer". Hegseth disse: "Vamos garantir que as pessoas possam vê-la, que seja pública, porque as pessoas precisam de compreender que há consequências graves para este tipo de coisas." Questionado sobre se Hasan tinha expressado algum último desejo, Hegseth respondeu: "Não me importa. Vamos vê-lo a 3 de dezembro."

O El País noticiou que os Estados Unidos puseram fim às execuções públicas há quase um século porque eram consideradas bárbaras, e que tais práticas ainda ocorrem em países como o Irão, o Afeganistão e a Coreia do Norte. O Pentágono pôs fim às execuções por pelotão de fuzilamento em 1945, noticiou o El País. Se for levada a cabo, seria a primeira execução pelas Forças Armadas dos EUA desde que o soldado John Bennett foi enforcado por violação e tentativa de homicídio em 1961, segundo o El País.

Um júri militar condenou Hasan à morte em agosto de 2013 depois de o considerar culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado, noticiou o El País. Além das 13 pessoas mortas, outras 32 ficaram feridas quando ele abriu fogo com uma pistola automática equipada com mira laser num centro médico de Fort Hood onde os soldados eram avaliados antes do destacamento para o Afeganistão, segundo o El País. O El País noticiou que o ataque foi o tiroteio mais mortífero da história numa base militar dos EUA. Hasan, 56 anos, ficou paralisado pelos disparos da polícia quando foi detido e usa uma cadeira de rodas desde então, noticiou o El País.

Hasan defendeu-se a si próprio no tribunal militar e reconheceu o crime, noticiou o El País. No julgamento, disse que tinha "mudado de lado" e queria defender os talibãs no Afeganistão, segundo o El País. O El País noticiou que Hasan está detido na Penitenciária Disciplinar dos EUA em Fort Leavenworth, no Kansas, desde a sua condenação, e que o Supremo Tribunal rejeitou um pedido de revisão do seu caso em março de 2025. O El País noticiou também que o então presidente George W. Bush aprovou a execução do militar Ronald Gray, condenado por homicídio e violação, em 2008, mas que a pena foi suspensa por um tribunal federal.

Contexto

Hasan trabalhava como psiquiatra militar no hospital Walter Reed, em Washington, tratando veteranos que regressavam do Iraque e do Afeganistão com perturbação de stress pós-traumático, e foi transferido para Fort Hood alguns meses antes do tiroteio, noticiou o El País. O ataque ocorreu semanas antes de o seu destacamento para o Afeganistão estar previsto, segundo o El País.

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