Saúde

Estudo da Northwestern identifica neurónios cerebrais ligados à ansiedade associada à canábis em ratinhos

Investigadores da Northwestern relataram que os neurónios de somatostatina na amígdala central parecem contribuir para a ansiedade relacionada com canabinoides em ratinhos, especialmente sob stress.

07/10/2026, 10:12 UTC3 min de leitura1 Fontes

Os factos

  • Cientistas da Northwestern relataram que os neurónios de somatostatina na amígdala central parecem contribuir para a ansiedade causada por canabinoides em ratinhos.
  • Os ratinhos que receberam um canabinoide sintético ficaram imobilizados com mais frequência e passaram menos tempo a explorar um odor de predador proveniente de urina de raposa do que os ratinhos que receberam um placebo.
  • Silenciar geneticamente os neurónios tornou os ratinhos tratados com canabinoides menos propensos a evitar o odor de predador, segundo o relatório.
  • O relatório afirmou que o fármaco enfraqueceu um "travão" natural nos neurónios; com essa restrição reduzida, os neurónios tornaram-se mais ativos.
  • O autor sénior, Dr. Sachin Patel, disse que doses mais elevadas de canabinoides e stress ambiental atuaram em conjunto para libertar o "travão" e provocar ansiedade excessiva.

Cientistas da Universidade Northwestern identificaram um grupo de células cerebrais que parecem contribuir para a ansiedade causada por fármacos canabinoides, sobretudo quando os fármacos são combinados com condições de stress, segundo um estudo noticiado pela ScienceDaily. Os canabinoides são uma categoria de substâncias que inclui o THC, o principal ingrediente psicoativo da canábis. As experiências foram realizadas em ratinhos.

Os investigadores expuseram ratinhos a um cheiro ameaçador derivado de urina de raposa depois de lhes terem dado um placebo ou um fármaco canabinoide sintético. Os ratinhos que receberam o canabinoide ficaram imobilizados com mais frequência e passaram menos tempo a explorar o odor de predador, segundo o relatório. A equipa associou estes comportamentos a um aumento da atividade nos neurónios de somatostatina localizados na amígdala central, uma área do cérebro envolvida no processamento do medo e do stress.

Quando os investigadores silenciaram geneticamente os neurónios de somatostatina, os ratinhos que receberam o canabinoide tornaram-se menos propensos a evitar o odor de predador. O relatório afirmou que o resultado sugeria que as células desempenham um papel importante na produção da resposta ansiosa. A equipa administrou aos ratinhos várias doses do fármaco, registou as suas reações, monitorizou a atividade cerebral com um pequeno microscópio implantado e estudou tecido cerebral.

As experiências mostraram que o fármaco enfraqueceu um mecanismo cerebral natural que normalmente atua como um "travão" sobre os neurónios de somatostatina; com essa restrição reduzida, os neurónios tornaram-se mais ativos, segundo o relatório. "Doses mais elevadas de canabinoides e stress ambiental atuaram em conjunto para libertar sinergicamente o 'travão' sobre a amígdala central, o que, por sua vez, provocou ansiedade excessiva", disse o autor sénior do estudo, Dr. Sachin Patel, diretor do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern.

"Os resultados deste estudo poderão explicar por que razão uma boa viagem pode tornar-se má muito rapidamente se as pessoas consumirem demasiada canábis ou se a situação em que se encontram se tornar stressante ou assustadora", disse Patel. A ScienceDaily noticiou que o consumo de canábis nos EUA aumentou de forma constante nos últimos anos e que as idas aos serviços de urgência envolvendo efeitos adversos da substância também aumentaram. Estudos anteriores encontraram uma associação entre o consumo de canábis e um risco mais elevado de ansiedade a longo prazo, e as perturbações de ansiedade e do humor estão a aumentar em todo o mundo, segundo o relatório.

"Compreender como a canábis afeta a função cerebral para gerar os seus efeitos psicoativos poderá, em última análise, revelar novas formas de contrariar consequências negativas, caso surjam em algumas pessoas", disse Patel. "Suprimir a atividade dos neurónios de somatostatina na amígdala central poderá representar uma via final para reduzir os sintomas de ansiedade, não apenas no contexto dos efeitos secundários da canábis", afirmou. Outros coautores da Northwestern indicados pela ScienceDaily são Farhana Yasmin, Saptarnab Naskar, Danyal Zaidi, Isaac Kandil, Michelle Kwon e o Dr. Luis Rosas-Vidal.

Contexto

O consumo de canábis nos EUA aumentou nos últimos anos, e as idas aos serviços de urgência envolvendo efeitos adversos da substância também aumentaram, segundo a ScienceDaily. Estudos anteriores encontraram uma associação entre o consumo de canábis e um risco mais elevado de ansiedade a longo prazo. As novas experiências foram realizadas em ratinhos, não em pessoas.

Como os media titularam

Como foi feito

Compilado pela nossa redação de IA a partir de 1 meios independentes e verificado por um editor de IA separado. Só publicamos o que está nas fontes. Viu um erro? Todas as fontes estão ligadas abaixo.

Reader Discussion & Community Notes

0 Contributions

Factual additions, source corrections, and primary references welcome. Strict zero-troll and zero-spin policy.

No notes yet. Be the first to provide factual context.