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Equipa liderada pela NASA mede deslocamento do centro de massa da Terra com novo método

Investigadores liderados pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA relataram um novo método de satélite para medir o movimento sazonal do centro de massa da Terra, publicado na Geophysical Journal International.

07/10/2026, 14:17 UTC3 min de leitura1 Fontes

Os factos

  • O centro de massa da Terra desloca-se para um lado e para o outro em frações de polegada, ou até vários milímetros, à medida que a água, o gelo e o ar se deslocam com as estações, segundo a ScienceDaily.
  • Investigadores liderados pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA desenvolveram o novo método de medição, descrito num estudo na Geophysical Journal International.
  • As duas estimativas internacionais mais recentes, produzidas em 2017 e 2023, diferem em 0,27 polegadas (7 milímetros), segundo o relatório.
  • Os satélites LAGEOS 1 e 2, lançados em 1976 e 1992, são seguidos por laser a partir de estações terrestres em mais de 20 países.
  • O geocientista do JPL Donald Argus afirmou que o movimento anual é agora estimado em cerca de metade do que se acreditava há oito anos.

O centro de massa da Terra não permanece perfeitamente imóvel, segundo a ScienceDaily. À medida que a água, o gelo e o ar se movem pelo planeta com as estações, redistribuem peso suficiente para empurrar o centro de massa para um lado e para o outro em frações de polegada em relação ao centro geométrico da Terra. Os cientistas da NASA acompanham este movimento porque o centro de massa é um ponto de referência para a navegação por satélite e para medições da elevação da superfície, segundo o relatório.

Investigadores liderados pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no sul da Califórnia, desenvolveram um método concebido para medir estes deslocamentos sazonais com elevada precisão, segundo a ScienceDaily. A sua técnica e resultados são descritos num estudo publicado na Geophysical Journal International. A investigação mostra como a neve em fusão, a água do oceano em movimento e o ar denso do inverno redistribuem grandes quantidades de massa pela superfície da Terra.

Determinar a dimensão exata do movimento tem-se revelado difícil. As duas estimativas internacionais mais recentes, produzidas em 2017 e 2023, diferem em 0,27 polegadas (7 milímetros), aproximadamente a altura de três moedas de cinco cêntimos dos EUA empilhadas, segundo o relatório. Essa divergência é quase tão grande como o movimento que os cientistas estão a tentar medir.

Os cientistas usam há muito tempo satélites para localizar o centro de massa da Terra. Dois satélites metálicos densos lançados em 1976 e 1992, os satélites Laser Geodynamics LAGEOS 1 e 2, foram construídos especificamente para esse efeito, segundo o relatório. Assemelham-se a bolas de discoteca de 900 libras (408 quilogramas) cobertas de prismas refletores, e estações terrestres espalhadas por mais de 20 países disparam lasers contra eles e medem os sinais de retorno.

Um dos desafios deste método é que as estações de rastreio por laser não estão distribuídas uniformemente pelo globo. A nova abordagem combina as medições laser com rastreio GPS e informação orbital de vários satélites em órbita terrestre baixa, dando aos investigadores uma gama mais ampla de objetos a seguir, segundo a ScienceDaily. Também tem em conta a forma como o peso variável da água e do gelo deforma a crosta terrestre, o que significa que as próprias estações terrestres se deslocam ligeiramente à medida que a superfície sob elas se move.

Argus desenvolveu a técnica com cientistas da equipa de determinação de órbitas de satélites do JPL, da Universidade de Nevada, da Universidade de Montana e do Centro Helmholtz de Geociências, na Alemanha. "Estimamos agora que a dimensão do movimento do centro de massa da Terra para um lado e para o outro, a cada ano, é cerca de metade do que acreditávamos há oito anos", afirmou Argus.

Contexto

Se a Terra se comportasse como um berlinde azul completamente sólido, o seu centro de massa alinhar-se-ia com o seu centro geométrico, segundo a ScienceDaily. Em vez disso, o planeta responde ao peso variável da água, do gelo e da atmosfera, pelo que o centro de massa circula o centro geométrico em até vários milímetros.

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