Forças da junta do Mali retomam Kidal após retirada dos separatistas
O Front de Libertação de Azawad anunciou uma retirada controlada de Kidal, permitindo que a junta do Mali reentre na cidade em meio ao conflito contínuo com separatistas e jihadistas.
Os factos
- O Front de Libertação de Azawad afirmou que se retirou de Kidal sem combates diretos.
- O FLA vinculou a retirada a um uso desproporcional de ativos aéreos por mercenários russos do Africa Corps.
- O FLA e o JNIM, ligado à al‑Qaeda, tomaram Kidal em abril, numa operação que matou o ministro da Defesa do Mali.
- A junta do Mali tem recorrido cada vez mais ao apoio paramilitar russo contra afiliados da al‑Qaeda e do Estado Islâmico.
- Analistas descreveram a reconquista como largamente simbólica, salientando que confirma a autoridade da junta mas não é decisiva.
O Front de Libertação de Azawad (FLA) afirmou que realizou uma retirada estratégica e controlada de Kidal sem combates diretos, segundo a DW em 7 de outubro de 2026. O FLA descreveu a retirada como uma decisão deliberada da sua liderança.
O FLA disse que a retirada seguiu o que chamou de uso desproporcional de ativos aéreos por mercenários russos do Africa Corps. Um porta‑voz do FLA fez a alegação.
O FLA e o Jama’at Nusrat al‑Islam wal‑Muslimin (JNIM), ligado à al‑Qaeda, tomaram Kidal durante ataques em abril. Os ataques de abril resultaram na morte do ministro da Defesa do Mali.
A junta do Mali, que assumiu o poder após golpes em 2020 e 2021, tem recorrido cada vez mais ao apoio paramilitar russo. Os mercenários russos operam sob o nome Africa Corps.
Beverly Ochieng, diretora associada da Control Risks, disse à Reuters que a reconquista de Kidal confirma a autoridade do governo militar e eleva a moral do exército. Acrescentou que a retomada é largamente simbólica e não decisiva.
Organizações de direitos humanos acusam frequentemente o exército maliano e os paramilitares russos de matar civis durante as operações. Todos os lados do conflito têm sido acusados de crimes de guerra, segundo esses grupos.
Contexto
A junta militar do Mali assumiu o poder em golpes em 2020 e 2021. Desde então tem combatido grupos separatistas no norte e facções jihadistas, frequentemente com a assistência de forças paramilitares russas.
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