Rendimento da obrigação francesa a 10 anos sobe acima de 5% pela primeira vez desde 2002
O rendimento da obrigação do Estado francês a 10 anos superou brevemente os 5%, refletindo a pressão do mercado em meio a protestos e negociações orçamentais.
Os factos
- O rendimento ultrapassou o limiar de 5% pela primeira vez desde 2002 (CNBC).
- O rendimento atingiu 4,9794% antes de subir acima de 5% (CNBC).
- O spread entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos disparou para quase 160 pontos base (Le Monde).
- O Governo francês pode recorrer ao artigo 49.3 para impor o orçamento (CNBC).
- Os protestos e a agitação intensificaram-se durante o fim de semana (CNBC).
O rendimento da obrigação de referência do Estado francês a 10 anos ultrapassou brevemente o limiar de 5% pela primeira vez desde 2002, segundo a CNBC. O rendimento foi observado pela última vez em torno de 4,9794% antes de subir acima de 5% pouco antes das 11h30 em Paris, segundo a CNBC.
O spread entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos disparou para quase 160 pontos base na quarta-feira, segundo o Le Monde.
A França está a negociar o seu orçamento fiscal para 2027, e o Governo indicou que pode recorrer ao artigo 49.3 da Constituição para impor o orçamento, se necessário, segundo a CNBC. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que pretende atingir 54 mil milhões de euros em cortes de despesa, segundo a CNBC.
A agitação civil em massa intensificou-se durante o fim de semana, com protestos violentos e motins relatados em toda Paris, segundo a CNBC. A agitação começou como um movimento estudantil e transformou-se em manifestações generalizadas, segundo a CNBC.
Os mercados financeiros têm vindo a aumentar a pressão sobre a França para corrigir as suas finanças, com os investidores preocupados de que um parlamento politicamente fragmentado tenha dificuldade em concordar nos cortes de despesa necessários para reduzir o défice e a dívida nacional em expansão do país, segundo a CNBC. O procedimento de défice excessivo da UE recomenda um défice mais próximo de 3% do PIB, segundo a CNBC.
Contexto
Os mercados financeiros têm vindo a aumentar a pressão sobre a França para corrigir as suas finanças, com os investidores preocupados de que um parlamento politicamente fragmentado tenha dificuldade em concordar nos cortes de despesa necessários para reduzir o défice e a dívida nacional em expansão do país, segundo a CNBC. O spread entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos disparou para quase 160 pontos base, indicando uma maior percepção de risco para a dívida francesa em relação à alemã, segundo o Le Monde.
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