Antigo procurador mexicano acusado de traição por envolvimento de agentes dos EUA em operação antidroga
Antigo procurador-geral de Chihuahua enfrenta acusação de traição por permitir que agentes dos EUA participassem em operação antidroga, segundo procuradores mexicanos.
Os factos
- O antigo procurador-geral de Chihuahua, César Jáuregui Moreno, foi acusado de traição por permitir que agentes dos EUA participassem numa operação antidroga em abril. (BBC)
- Dois agentes dos EUA e dois agentes mexicanos morreram num acidente de viação a 19 de abril, durante um comboio que regressava de uma operação suspeita de laboratório de metanfetamina. (BBC)
- A procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos afirmou que Jáuregui não obteve aprovação federal nem partilhou informações sobre a operação. (BBC)
- A presidente Claudia Sheinbaum declarou que funcionários estrangeiros só podem operar em solo mexicano com autorização federal prévia. (BBC)
- Jáuregui negou as acusações e afirmou que o pessoal dos EUA eram apenas instrutores numa sessão de treino de drones. (BBC)
A 21 de outubro, procuradores federais mexicanos anunciaram que o antigo procurador-geral de Chihuahua, César Jáuregui Moreno, tinha sido acusado de traição. A acusação decorre da alegada permissão para que agentes dos EUA participassem numa operação antidroga em abril, segundo a BBC. O caso foi noticiado pela BBC.
A operação visava um alegado laboratório de metanfetamina numa zona remota de Chihuahua, disse a BBC. A 19 de abril, um comboio que regressava da operação despistou-se para um barranco, matando dois agentes dos EUA e dois agentes mexicanos, noticiou a BBC. O acidente foi reportado pela BBC.
A procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos afirmou que Jáuregui permitiu que agentes estrangeiros realizassem atividades reservadas às autoridades mexicanas e não partilhou informações com as autoridades federais, segundo a BBC. Acrescentou que a operação carecia de autorização adequada, de acordo com a BBC. A audiência judicial está marcada para sábado, disse a BBC.
A presidente Claudia Sheinbaum declarou que funcionários estrangeiros só podem operar em solo mexicano com autorização federal prévia, noticiou a BBC. Ela recusou operações antidroga lideradas pelos EUA no país, segundo a BBC. Disse que o seu governo desconhecia a presença de agentes dos EUA na operação, reportou a BBC.
Jáuregui negou as acusações, noticiou a BBC. Afirmou que o pessoal dos EUA eram instrutores numa sessão de treino de drones e não participaram na operação, segundo a BBC. Também excluiu o envolvimento de pessoal estrangeiro nas operações antidroga do seu estado, disse a BBC.
Funcionários dos EUA identificaram os agentes falecidos como membros da Agência Central de Inteligência, noticiou a BBC. Autoridades mexicanas afirmam que os agentes não estavam autorizados a operar em Chihuahua, disse a BBC. O incidente levantou questões sobre a legalidade do envolvimento dos EUA em operações antidroga mexicanas, reportou a BBC.
Contexto
O México tem leis rigorosas que exigem aprovação federal para forças estrangeiras no seu território, requisito que foi invocado na acusação de traição. O incidente sucede a um histórico de envolvimento dos EUA em operações antidroga mexicanas e intensificou preocupações sobre a soberania. O caso reflete a posição do México de que funcionários estrangeiros devem ter autorização prévia antes de operar no país.
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