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UE revela estratégia para o Ártico para contrariar a influência russa, americana e chinesa

A UE anunciou uma nova estratégia para o Ártico, com o objetivo de reforçar a vigilância, a segurança marítima e a investigação climática, num contexto de crescente atividade russa, americana e chinesa.

By PLAIN. Editorial DeskPublished 2 min de leitura3 Fontes
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Os factos

  • A UE planeia um centro de segurança marítima para partilhar informação desde o leito marinho até ao espaço (DW)
  • A UE pretende ampliar a capacidade de rompe-gelos e a vigilância por satélite (DW)
  • A UE pretende reforçar a investigação climática e lançar projetos de IA para a previsão de fenómenos meteorológicos extremos (DW)
  • A UE não irá expandir a perfuração no Ártico, mantendo petróleo, carvão e gás subterrâneos (DW)
  • A estratégia da UE inclui a conectividade de cabo submarino resiliente que liga a Groenlândia à Europa (DW)

A UE revelou uma nova estratégia para o Ártico a 20 de outubro de 2026. De acordo com a DW, o plano pretende contrariar a influência russa, americana e chinesa. Inclui monitorização satélite aprimorada e um centro de segurança marítima, segundo a S1. A estratégia também aborda os impactos das alterações climáticas, segundo a S1.

Ursula von der Leyen afirmou que o Ártico é um local onde a geopolítica colide. Kaja Kallas disse que a Rússia reabriu bases da era soviética e está a testar novas armas. Kallas também disse que a UE registou incursões de drones, interferência de GPS e sabotagem de cabos submarinos, que minam a segurança do Ártico.

A UE irá ampliar a sua frota de rompe-gelos e estender a vigilância por satélite, segundo a DW. Também irá reforçar a investigação climática e lançar projetos de IA para antecipar o clima extremo, segundo a S1. A estratégia não prevê nova perfuração, pois Dan Jorgensen afirmou que petróleo, carvão e gás devem permanecer subterrâneos.

Jozef Sikela disse que a UE não competirá com a OTAN, que continua o centro da defesa. Acrescentou que a colaboração entre os estados árticos é difícil e que os dados de permafrost são limitados. A S1 disse que a UE também planeia ligações de cabo submarino resilientes à Groenlândia, com possíveis extensões para o Canadá e o Japão.

O Le Monde relatou que o plano inclui reforçar a vigilância e criar um centro de segurança marítima. O SCMP destacou que a estratégia é uma resposta ao crescente impacto da Rússia e da China. A UE pretende acompanhar os rivais à medida que se abrem novas rotas de navegação e oportunidades de mineração.

Contexto

O Ártico está a aquecer cerca de quatro vezes mais rápido que a média global, derretendo gelo e abrindo novas rotas de navegação e recursos minerais (DW). Esta rápida mudança atraiu o interesse da Rússia, dos EUA e da China, levando a UE a atualizar a sua estratégia (DW).

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