Política

Cornell contrata Sally Yates para liderar revisão da resposta à má conduta sexual

A Universidade Cornell contratou a antiga procuradora-geral interina dos Estados Unidos Sally Yates para liderar uma revisão independente da forma como lida com casos de má conduta sexual, incluindo alegações de violação de 2024.

06/10/2026, 20:52 UTC3 min de leitura2 Fontes
Sally Q. Yates, antiga procuradora-geral interina dos Estados Unidos, fala numa tribuna com um microfone. Usa um blazer branco sobre uma blusa cinzenta.
Sally Q. Yates, antiga procuradora-geral interina dos Estados Unidos, fala numa tribuna com um microfone. Usa um blazer branco sobre uma blusa cinzenta.Foto: Getty Images

Os factos

  • A Universidade Cornell contratou a antiga procuradora-geral interina dos Estados Unidos Sally Q. Yates para liderar uma revisão independente da forma como previne e responde a casos de má conduta sexual, segundo o The Hill.
  • O Comité Especial do Conselho de Curadores da Cornell anunciou a nomeação na terça-feira, 6 de outubro.
  • A revisão irá analisar alegações de que uma antiga estudante foi violada por vários homens na casa da fraternidade Chi Phi em outubro de 2024, noticiou o The Hill.
  • O Der Spiegel noticiou que o anúncio se seguiu a protestos no campus; disse que outros meios de comunicação social noticiaram janelas partidas e graffiti que acusavam a universidade de proteger violadores.
  • A procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, está a investigar o caso, segundo o Der Spiegel.

A Universidade Cornell contratou a antiga procuradora-geral interina dos Estados Unidos Sally Q. Yates para liderar uma revisão independente da forma como a universidade previne e responde ao assédio sexual, à agressão sexual e a condutas relacionadas no campus, segundo o The Hill. O Comité Especial do Conselho de Curadores da Universidade Cornell anunciou a nomeação de Yates na terça-feira, 6 de outubro.

O The Hill noticiou que a revisão incluirá um exame detalhado das alegações de que uma antiga estudante foi violada por vários homens na casa da fraternidade Chi Phi em outubro de 2024. Irá também examinar a abordagem global da Cornell à prevenção e resposta a queixas, e as suas práticas ao abrigo do Título IX, da Lei Clery, da Lei Campus SaVE e da legislação do estado de Nova Iorque, bem como as melhores práticas reconhecidas no ensino superior. Yates e o escritório de advogados King & Spalding irão comunicar as suas conclusões e recomendações diretamente ao Comité Especial, e o Conselho de Curadores da Cornell afirmou que pretende partilhá-las com a comunidade universitária.

"É imperativo que a Cornell esteja disposta a examinar-se a si própria com o mesmo rigor que exigimos aos outros", afirmou a presidente do Comité Especial, Anne Meinig Smalling, segundo o The Hill. "Queremos compreender não apenas o que aconteceu em 2024, mas como a Cornell pode tornar-se líder na prevenção da violência sexual, no apoio a quem se apresenta e na resposta a alegações com rigor, justiça e compaixão", acrescentou.

O Der Spiegel noticiou que a universidade anunciou a revisão em resposta a protestos no campus. O meio de comunicação noticiou que vários órgãos de comunicação social noticiaram janelas partidas, e que pessoas desconhecidas pintaram graffiti nas paredes de um edifício do campus acusando a universidade de proteger violadores. O Der Spiegel noticiou também que numerosas mulheres manifestaram indignação numa campanha online sobre a forma como o sistema de justiça, a universidade e a sociedade trataram o caso.

No centro do caso está a alegação de uma antiga estudante de que foi violada por vários homens em outubro de 2024 na casa de uma fraternidade estudantil, segundo o Der Spiegel. O meio de comunicação noticiou que inicialmente não houve consequências criminais. Noticiou que a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, está agora a investigar o caso, após uma nova ação cível e crescentes críticas públicas.

O The Hill descreveu Yates como antiga procuradora-geral interina dos Estados Unidos, procuradora-geral adjunta e antiga procuradora federal de longa data, agora sócia da King & Spalding LLP. O Der Spiegel descreveu-a como antiga procuradora-geral adjunta e vice-ministra da Justiça no governo do Presidente Barack Obama. O The Hill noticiou que liderou anteriormente a investigação independente da U.S. Soccer sobre alegações de comportamento abusivo e má conduta sexual no futebol profissional feminino.

Contexto

A revisão diz respeito à alegação de uma antiga estudante da Cornell de que foi violada por vários homens numa casa de fraternidade estudantil em outubro de 2024, segundo o Der Spiegel. O meio de comunicação noticiou que inicialmente não houve consequências criminais, e que uma nova ação cível e críticas públicas levaram a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, a abrir uma investigação.

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