Caribou Biosciences vai encerrar após não conseguir financiar ensaio de CAR-T para linfoma
A biotecnológica de Berkeley, Califórnia, que nasceu do laboratório de Jennifer Doudna, afirmou que vai cessar os trabalhos em duas terapias CAR-T baseadas em CRISPR após não conseguir angariar financiamento para o ensaio.
Os factos
- A Caribou Biosciences vai encerrar após não ter conseguido angariar dinheiro para financiar um ensaio clínico de fase avançada, disse a empresa na terça-feira.
- A empresa com sede em Berkeley, Califórnia, vai descontinuar o desenvolvimento das suas duas terapias CAR-T baseadas em CRISPR, incluindo vispa-cel para linfoma não-Hodgkin de células B avançado.
- Segundo a STAT News, a Caribou trabalhou com a Food and Drug Administration ao longo do último ano para finalizar o desenho de um ensaio de fase 3 para vispa-cel.
- A CEO Rachel Haurwitz disse à STAT que angariar o dinheiro para pagar o estudo se revelou demasiado difícil.
- A empresa teve origem no laboratório de investigação da cientista de CRISPR e laureada com o Nobel Jennifer Doudna.
A Caribou Biosciences vai encerrar após não ter conseguido angariar o dinheiro necessário para financiar um ensaio clínico de fase avançada da sua terapia CAR-T para linfoma, disse a empresa na terça-feira. A STAT News noticiou o encerramento a 7 de outubro de 2026. A biotecnológica com sede em Berkeley, Califórnia, nasceu do laboratório de investigação da cientista de CRISPR e laureada com o Nobel Jennifer Doudna.
A empresa vai descontinuar o desenvolvimento clínico das suas duas terapias CAR-T baseadas em CRISPR, noticiou a STAT News. Uma delas, vispa-cel, estava a ser desenvolvida para o tratamento de linfoma não-Hodgkin de células B avançado.
Segundo a STAT News, a Caribou trabalhou com êxito com a Food and Drug Administration ao longo do último ano para finalizar o desenho de um ensaio de fase 3 para vispa-cel. A presidente executiva Rachel Haurwitz disse à STAT que angariar o dinheiro para pagar o estudo se revelou demasiado difícil.
Contexto
A Caribou Biosciences começou no laboratório de investigação de Jennifer Doudna, uma cientista de CRISPR e laureada com o Nobel; a CRISPR é uma ferramenta de edição genética, e as terapias CAR-T são tratamentos oncológicos que utilizam células imunitárias modificadas. A STAT News descreveu a terapia para linfoma da Caribou, vispa-cel, como um tratamento 'off-the-shelf', ou seja, é produzido antecipadamente em vez de ser criado para cada doente.
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